Investimento do Ministério da Pesca
No dia 10 de agosto de 2026, o Ministro da Pesca, Edipo Araujo, oficializou um valor significativo de R$ 1,3 milhão destinado ao setor aquícola em Santarém, no estado do Pará. Este investimento é um grande passo para impulsionar as práticas de aquicultura na região, que vem se destacando como uma alternativa viável à pesca extrativa.
Crescimento do Setor Aquícola
A indústria aquícola no Pará apresenta um crescimento notável, superando a pesca tradicional pela primeira vez, com uma produção que atingiu 52 mil toneladas de pescado cultivado, em contraste com as 30 mil toneladas da pesca extrativa. Este crescimento é indicativo de como a aquicultura pode ajudar na sustentabilidade da biodiversidade marinha e na economia local.
Importância do Cultivo de Espécies Nativas
O foco do ministério está em fortalecer o cultivo de espécies nativas, com ênfase no tambaqui, que é o segundo peixe mais cultivado no Brasil. Esse impulso no cultivo visa não apenas aumentar a produção nacional, mas também promover a conservação das espécies, uma vez que a valorização da fauna local ajuda na permanência dessas espécies nos ecossistemas naturais.

Crédito a Juros Baixos
Para apoiar financeiramente os aquicultores e pescadores artesanais, o governo disponibiliza o Pronaf Azul, uma linha de crédito com uma taxa de juros atrativa de 0,5% ao ano. Essa política de crédito visa facilitar o acesso de pequenos produtores a recursos financeiros para investimentos em infraestrutura e tecnologia, promovendo a modernização do setor aquícola.
Impacto da Assistência Técnica
Com o investimento de R$ 1,3 milhão, serão implementados programas de assistência técnica e extensão rural, além de pesquisas que visam otimizar as práticas de cultivo. Esse suporte é essencial para que os aquicultores possam adotar técnicas mais eficientes e sustentáveis, aumentando a produtividade e a qualidade do pescado produzido.
Reabertura de Mercados Europeus
O setor aquícola brasileiro também está de olho no mercado internacional. Planeja-se a reabertura de importantes mercados na Europa, que estavam fechados desde 2018, com foco em negociações com o Reino Unido e a União Europeia. Essa retomada pode abrir novas fronteiras para a exportação de pescado brasileiro, aumentando o potencial de receitas para o setor.
Desmatamento e Preservação do Pescado
Em suas declarações, Araujo relacionou a redução do desmatamento na Amazônia à preservação dos estoques de pescado nos rios. O ministro destacou a importância de conciliar o desenvolvimento da aquicultura com a conservação ambiental. Um ecossistema saudável é fundamental não apenas para a biodiversidade, mas também para a prosperidade do setor aquícola.
Produção de Pescado em Cativeiro
A aquisição de recursos e suporte técnico permitirá que a produção de pescado em cativeiro não apenas mantenha seu crescimento, mas também busque inovações para aumentar a competitividade no mercado. Especialistas de diversas regiões, incluindo a Pan-Amazônia, estão discutindo formas de melhorar as técnicas de cultivo e a gestão de recursos hídricos.
Apoio a Aquicultores Familiares
O enfoque nas comunidades de aquicultores familiares é um ponto forte da política do ministério, que busca apoiar esses pequenos produtores com acesso a crédito e capacitação técnica. Essa base familiar no setor aquícola é crucial para a manutenção de tradições culturais, além de contribuir para a geração de emprego e renda local.
Futuro da Aquicultura em Santarém
As iniciativas em andamento visam garantir um futuro promissor para a aquicultura em Santarém e, por extensão, em todo o Pará. A combinação de investimentos, assistência técnica e foco na sustentabilidade coloca o estado em uma posição vantajosa para se tornar um polo de aquicultura no Brasil, assegurando a produção de pescado de alta qualidade, de forma ambientalmente responsável. O potencial do setor para gerar riqueza e empregos na região é significativo, prometendo um desenvolvimento sustentável ao longo dos próximos anos.

