O que é a exposição Rio que Alimenta?
A exposição fotográfica intitulada “Rio que Alimenta” é um projeto realizado em Santarém, na região oeste do Pará. O evento se propõe a apresentar a vida e as memórias dos ribeirinhos, enfatizando a importância do rio como elemento central na cultura e na subsistência local. Com um total aproximado de 40 fotografias, essa mostra revela paisagens deslumbrantes e modos de vida que são profundamente impactados pelas transformações ambientais.
Quando e onde visitar a exposição?
A exposição “Rio que Alimenta” estará aberta ao público de 1º a 31 de agosto de 2026, no Porão Centro Cultural, localizado na Rua 24 de Outubro, nº 1330, no bairro Aldeia em Santarém, Pará. A entrada é gratuita, permitindo que todos tenham acesso às histórias e experiências retratadas pelas fotografias.
Fotografias que contam histórias
As imagens da exposição foram capturadas em importantes localidades do Baixo Amazonas, incluindo o Lago do Maicá, Porto dos Milagres, Lago do Mapiri e a Feira do Pescado. Cada fotografia é mais do que uma simples imagem; ela se torna um documento visual que narra histórias de vida, desafios e esperanças das comunidades que dependem dos rio como seu principal recurso. Essas fotografias têm o potencial de provocar reflexões sobre o que significa viver em estreita conexão com a natureza.

Desafios climáticos enfrentados pelos ribeirinhos
A exposição não se limita a mostrar a beleza do cenário amazônico; ela também destaca os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Os ribeirinhos enfrentam consequências diretas dessas alterações em seu modo de vida, incluindo modificações nos ecossistemas aquáticos, alterações na biodiversidade e impactos nos ciclos de pesca. Através das lentes dos fotógrafos, os visitantes poderão vislumbrar como a crise climática já transforma esses modos de vida, tornando urgente a reflexão sobre propostas de mitigação e adaptação.
A importância do rio na cultura local
O rio é mais do que uma via fluvial na vida dos habitantes de Santarém; ele é a alma da comunidade. O rio fornece alimentos, transporte e é um espaço de encontros, celebrações e tradições vividas ao longo das gerações. A relação íntima entre os ribeirinhos e o rio simboliza uma conexão que vai além da subsistência; é uma relação cultural e espiritual que define a identidade dos povos que ali habitam. A exposição busca resgatar e valorizar essa forte conexão com o rio.
Visitas guiadas: uma experiência enriquecedora
Uma das iniciativas da exposição “Rio que Alimenta” são as dez visitas guiadas programadas especificamente para estudantes de escolas públicas e universidades. Essas visitas oferecem uma oportunidade única de aprendizado e imersão nas histórias por trás das fotografias, facilitando um espaço de diálogo e troca de experiências. Estas atividades visam ampliar o conhecimento sobre cultura local, desafios climáticos e a relevância das tradições ribeirinhas.
Reflexões sobre a relação entre natureza e sociedade
Parte da proposta da exposição envolve instigar reflexões sobre como a natureza e a sociedade estão interligadas. Ao retratar a vida ao redor do rio, a mostra questiona os padrões atuais de desenvolvimento e exploração dos recursos naturais. Os fotógrafos e curadores pretendem provocar uma avaliação crítica sobre a sustentabilidade e a preservação da cultura local, contribuindo assim para um debate mais amplo sobre justiça socioambiental.
Como as mudanças climáticas afetam a vida no Baixo Amazonas
As mudanças climáticas estão afetando diversas regiões do mundo, e o Baixo Amazonas não é exceção. O aumento das temperaturas, a alteração nos padrões de chuva e a frequência crescente de eventos climáticos extremos estão causando impactos diretos nas comunidades que dependem do rio para sua sobrevivência. A exposição irá mostrar, através das fotografias e dos relatos dos ribeirinhos, como essas transformações afetam a pesca, a agricultura local e a própria cultura ribeirinha.
O papel da fotografia na preservação da memória
A fotografia desempenha um papel fundamental na preservação da memória. Através das lentes dos fotógrafos, histórias que poderiam ser esquecidas ganham vida e se tornam visíveis. A exposiçaﺉão “Rio que Alimenta” representa uma tentativa de documentar e eternizar as experiências das comunidades do Baixo Amazonas em face das mudanças climáticas. Cada imagem não apenas captura um momento; ela também funciona como um testemunho das lutas e resiliências dos ribeirinhos.
Programação especial para estudantes e jovens
A programação do evento não se resume às visitas guiadas. Inclui também workshops de fotografia voltados para jovens, proporcionando um espaço para que a nova geração desenvolva habilidades na captura de imagens e na narrativa visual. Esses workshops têm como objetivo não apenas ensinar, mas também sensibilizar os jovens sobre a importância da arte como forma de expressão e de resistência cultural.
Com a exposição “Rio que Alimenta,” Santarém se torna um palco para a valorização das vidas e histórias que habitam o Baixo Amazonas. Ao explorar o impacto das mudanças climáticas nesse contexto, a exposição convida todos a refletirem sobre a importância de preservar tanto o meio ambiente quanto a cultura local. É uma oportunidade única para conhecer um aspecto vital da Amazônia e suas comunidades, além de reconhecer a luta dessas pessoas que dependem do rio para viver.


